domingo, 31 de julho de 2011

Santo Agostinho



Eu cá gosto muito de férias! Também gosto de mousse de chocolate, de Cesário Verde, do Esfinge Gorda, de canetas de tinta permanente, de árvores bizarras como o dragoeiro e da transição do românico para o gótico, cuja contemplação vale neste momento três euros e meio a preços de Évora.
Gosto de gente decidida que sabe o que quer e que passa por cima do que os outros não querem como se nada fosse.
Gosto de literatura de cordel, gosto mesmo! Gosto de bandas marciais e da genuinidade destas manifestações culturais.
Gosto de pessoas enquanto pessoas, não gosto da diluição a que o conceito de gente as submete.
Não gosto de democracia! A democracia é um redutor de liberdade adquirido nos parlamentos burgueses, uma coisa do séc. XIX, caduca.
A democracia é a uniformização, o mundo sem cor uma matiz desinteressante de cinzentos entre o preto e o branco…
Prefiro a Geocracia, das algas às baleias brancas, tudo em movimento perpétuo e descontínuo.
Abaixo os códices!
Gosto de Santo Agostinho não do de Hipona mas daquele que vai de férias em Agosto e suporta estoicamente as intermináveis filas de lata que pespontilham o asfalto e olé.

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