terça-feira, 12 de julho de 2011

Zás e Catrapuz


o que eu gosto mesmo é do voo do milhafre. voo altivo, em círculos sobre a paisagem e depois um desabar de vertigem sobre a presa adivinhada. puro instinto.
se o milhafre escrevesse... ai ai... flanava sobre o papel em branco e... Zás! avistada a ideia dissimulada no branco da folha... Catrapuz! picava desenfreado e colhia-a sem contemplações. decompunha-a em todos os seus momentos e pimba!
ei-la exposta em pequenos, pequeníssimos símbolos agrupados no vasto desalinho do que fica sempre por contar.
pura matemática.
genética pura.
culinária de sensações.
retrato de sabores desprevenidos.
como a gente estampada que passou pelas paredes derruídas de hiroxima.

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