sexta-feira, 12 de agosto de 2011

o nirvana dos patetas


vale bem a pena andar para aqui a descobrir as palavras que digam alguma coisa patéticas tentativas desesperadas de fazer desenhos de luz no querido breu que deus nos deu

santa ignorância não nos abandones oremos perante o altar que irradia pateguice e sejamos bestas felizes sem saber da missa a metade

amigos perdi a fé perdi o amor que vos tinha que me tinha e só me apetece desancar a torto e a direito para fora e para dentro não vale a pena não somos capazes de quebrar o feitiço e ao contrário do que ainda ontem cria agora digo não há saída há 3 tipos de animais a pensar que pensam a saber os pategos os garganeiros e os patetas e mesmo que haja outros de momento não quero saber agora não me interessam as tuas ideias desculpa estou zangado

um patego será sempre patego porque quer ser patego gosta sabe-lhe bem é um descanso é do melhor até os outros dois tipos estão sempre a escorregar para lá porque é fofinho é bom estar entretido ser patego é ser mais pequenino o puro patego contenta-se com pouco dissemina-se mais é a maioria

um garganeiro é de maior porte e desloca-se com menos esforço desliza é de outra classe outra dimensão e é garganeiro porque os pategos não se importam e até aplaudem até lhe fazem a cama até lhe limpam o cu assim um garganeiro comum nunca quer deixar de sê-lo e só são uma minoria porque ocupam muito espaço

os patetas são os outros o resto os que se incomodam com os dois anteriores e incomodam os dois anteriores são uns fala-barato fazem muito barulho só porque preferiam não viver rodeados desta espelunca em que tudo se conspurca a olhos vistos rios florestas e oceanos de almas depenadas uns a baixar o nível e outros a abusar

os patetas preferiam evitar o descalabro a que se chega com esta simbiose de garganeiros e pategos os primeiros no poder e os segundos a votar nos primeiros

os patetas estão tramados

os patetas são queridos são esquecidos são acusados depois presos a seguir torturados depois libertados aclamados queridos esquecidos olha já dei uma volta pois é estamos perante um ciclo um ciclo interminável que como qualquer ciclo interminável não é muito agradável um ciclo donde o pateta tem muita dificuldade em se libertar não é fácil entrar no nirvana dos patetas assim como escrever num blogue alguma coisa que mereça o esforço que estás a fazer

3 comentários:

  1. como eu previa não vale o esforço lamento o tempo perdido ainda assim digo em minha defesa que gosto de divagar sobre o essencial à procura de ideias mas realmente não há garantia que valham a pena melhores dias virão obrigado anónimo

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  2. Trivialidades Básicas é um bom comentário.
    Mostra que a expectativa é boa e que se uma posta é entendida como uma trivialidade, isso significa que ficou aquém das fundamentadas e legítimas expectativas do leitor.
    Fico feliz pelo D. Varanda.
    Já o básicas...
    Se não foge à trivialidade é certamente básico e, esse reforço parece-me desnecessário até injusto. Não há nada de básico no raciocínio exposto, nem na forma, nem no alvo.
    Trivial andarmos a ser comidos por meia dúzia de megatherium e deixarmos a coisa correr, resmonearmos sem sair do sofá e dar lustro às mágoas?
    Sem dúvida!
    Mas básico?
    (ps. os megatherium não eram carnívoros, mas nós basicamente não passamos de frutos secos)

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